O cérebro eletrônico faz tudo      Faz quase tudo Faz quase tudo   Mas ele é mudo O cérebro eletrônico comanda   Manda e desmanda Ele é quem manda Mas ele não anda Só eu posso pensar Se Deus existe Só eu Só eu posso chorar Quando estou triste Só eu Eu cá com meus botões De carne e osso Eu falo e ouço. Hum Eu penso e posso Eu posso decidir Se vivo ou morro por que Porque sou vivo Vivo pra cachorro e sei Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro No meu caminho inevitável para a morte Porque sou vivo Sou muito vivo e sei Que a morte é nosso impulso primitivo e sei Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro Com seus botões de ferro e seus Olhos de vidro

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À propos de la chanson

La chanson évoque la puissance et les limites de la technologie moderne, symbolisée par un « cerveau électronique » qui peut accomplir beaucoup de choses mais reste, paradoxalement, muet et inapte à ressentir. L’artiste souligne que malgré tous les progrès techniques, c'est l'humain qui a le pouvoir de penser, de sentir et de prendre des décisions vitales. Il parle des émotions humaines et de la fragilité de la vie, affirmant qu'aucun appareil, aucun mécanisme, ne peut remplacer l'expérience vécue et les choix personnels. Composée à une époque où la technologie faisait une entrée fracassante dans la société, la chanson reflète une certaine méfiance face aux promesses d'un avenir dominé par les machines. Elle interroge notre rapport à la vie, à la mort, et à ce qui constitue notre humanité, dans un monde de plus en plus technologique.