Pelo que pude perceber no vídeo e ouvindo o CD o João Bosco toca a maioria dos acordes só com os P I e M. Intro: Se a dona se banhou Eu não estava lá Por Deus Nosso Senhor Eu não olhei Sinhá Estava lá na roça Sou de olhar ninguém Não tenho mais cobiça Nem enxergo bem Para que me pôr no tronco Para que me aleijar Eu juro a vosmecê Que nunca vi Sinhá Por que me faz tão mal Com olhos tão azuis Me benzo com o sinal Da santa cruz ( ) Eieê Eieê Eieê Eieê Eeê Eu só cheguei no açude Atrás da sabiá Olhava o arvoredo Eu não olhei Sinhá Se a dona se despiu Eu já andava além Estava na moenda Estava para Xerém Por que talhar meu corpo Eu não olhei Sinhá Para que que vosmincê Meus olhos vai furar Eu choro em iorubá Mas oro por Jesus Para que que vassuncê Me tira a luz E assim vai se encerrar o conto de um cantor Com voz do pelourinho e ares de senhor Cantor atormentado herdeiro sarará Do nome e do renome de um feroz senhor de engenho E das mandingas de um escravo que no engenho enfeitiçou Si...nhá João Bosco: violão e vocal Luiz Claudio Ramos: violões Armando Marçal: percussões

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À propos de la chanson

La chanson évoque le récit d'un homme qui assure qu'il n'a jamais regardé la belle Sinhá, même si son regard est troublant. Il exprime son désintérêt face à la tentation, affirmant qu'il était ailleurs, loin des regards fuyants et des désirs inassouvis. Sa vie se déroule dans les champs, où il se consacre à son travail, tout en se protégeant de ce qui pourrait l'atteindre, comme une sorte de défense spirituelle. On ressent dans ce texte un écho des luttes et des tensions de l'époque de l'esclavage au Brésil, où l'écart entre les classes sociales et l'attrait destructeur de la beauté sont palpables. Le personnage semble prisonnier d'un monde où la tentation et la souffrance se mêlent à une profonde nostalgie, tout en conservant une résilience face à son sort. C'est un mélange de lamentation et de résistance qui interpelle sur la condition humaine.