Intr.: / / / / / / / / No palco na praça no circo num banco de jardim Correndo no escuro pixado no muro Você vai saber de mim Mambem__be ciga________no Debaixo da pon_____te cantan____do Por baixo da ter____ra cantan___do Na boca do po_____vo cantan___do Mendigo malandro moleque mulambo bem ou mal (cantan___do) Escravo fugido ou louco varrido Vou fazer meu festival Mambem__be ciga________no Debaixo da pon_____te cantan____do Por baixo da ter____ra cantan___do Na boca do po_____vo cantan___do Poeta palhaço pirata corisco errante judeu (cantan___do) Dormindo na estrada não é nada não é nada E esse mundo é todo meu Mambem__be ciga________no Debaixo da pon_____te cantan____do Por baixo da ter____ra cantan___do Na boca do po_____vo cantan___do / / / / / / / /

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Couverture du livre Ultra intelligence

À propos de la chanson

La chanson évoque la vie des marginaux et des invisibles, ceux qui se déplacent dans les interstices de la société. Elle parle des rêves et de la résistance de ceux qui, sous les ponts ou dans les parcs, trouvent encore la force de chanter et d'espérer malgré les difficultés. Le texte met en valeur un festival de la vie, où chaque personnage, qu'il soit poète, mendiant ou fou, affirme son existence et sa dignité au sein d'un monde parfois indifférent. Dans le contexte brésilien, surtout à l'époque où elle a été écrite, cette œuvre résonne avec des luttes sociales et une quête de liberté, illustrant la richesse des cultures populaires souvent insaisissables. Les différentes identités qui se croisent nous rappellent que chacun a une histoire à raconter et une voix à faire entendre.