... (en boucle) Arménio, era um trolha da Areosa Que tinha, um par de olhinhos azuis Que quando, me fixavam no baile Me deixavam, indefesa e tão nervosa Arménio, tenho nas minhas gavetas Aerogramas, cheios de erros de ortografia Perfumados, entra as minhas meias pretas Aquelas que te punham, num estado de euforia Arménio, fui tua madrinha de guerra Rezei por ti, longas novenas sem fim Para voltares, inteirinho e sem mazelas E tu lá ficaste, tão perdido no capim Arménio, quantos sonhos e planos Prometeste, que me levavas a Lisbo-o-o-o-o-o-a Em Junho, no dia dos meus anos Bem sabes que a memória é um atributo dos gémeos

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À propos de la chanson

Dans cette chanson, on évoque l'histoire d'Arménio, un maçon de la région d'Areosa, qui attire l'attention de la narratrice par ses yeux bleus captivants. Elle se souvient avec nostalgie de moments passés, des lettres pleines de fautes d'orthographe qu'elle lui a écrites, empreintes de parfum, et des promesses qu'il lui avait faites, notamment de l'emmener à Lisbonne pour son anniversaire. La narratrice évoque aussi son rôle de soutien pendant la guerre, priant pour son retour sain et sauf, mais elle se rend compte qu'il reste perdu dans un champ, loin de ses aspirations. Le contexte de la chanson semble ancré dans une mémoire collective liée à la guerre et aux espoirs déçus, où les rêves d’amour et d’avenir sont souvent mis à l’épreuve. C'est une réflexion sur des promesses jamais tenues et la mélancolie qui peut en résulter.