Intro: (4x) De tudo que é nego torto Do mangue e do cais do porto Ela já foi namorada O seu corpo é dos errantes Dos cegos dos retirantes É de quem não tem mais nada Dá-se assim desde menina Na garagem na cantina Atrás do tanque no mato É a rainha dos detentos Das loucas dos lazarentos Dos moleques do internato vai amiúde Co’os velhinhos sem saúde E as viúvas sem porvir Ela é um poço de bondade u> é por isso que a cidade Vive sempre a repetir Joga pedra na Geni Joga pedra na Geni Ela é feita pra apanhar Ela é boa de cuspir Ela dá pra qualquer um Maldita Geni Um dia surgiu brilhante Entre as nuvens flutuante Um enorme Zepelim Pairou sobre os edifícios Abriu dois mil orifícios Com dois mil canh assim apavorada Se quedou paralisada Pronta pra virar geléia Mas do Zepelim gigante Desceu o seu comandante Dizendo: - Mudei de idéia Quando vi nesta cidade Tanto horror e iniqüidade Resolvi tudo explodir Mas posso evitar o drama Se aquela formosa dama Esta noite me servir Essa dama era a Geni Mas não pode ser Geni Ela é feita pra apanhar Ela é boa de cuspir Ela dá pra qualquer um Maldita Geni Mas de fato logo ela T coitada e t singela Cativara o forasteiro O guerreiro tão vistoso T temido e poderoso Era dela prisioneiro Acontece que a donzela e isso era segredo dela Também tinha seus caprichos u> a deitar com homem tão nobre Tão cheirando a brilho e a cobre Preferia amar com os bichos Ao ouvir tal heresia m romaria Foi beijar a sua mão O prefeito de joelhos O bispo de olhos vermelhos E o banqueiro com um milhão Vai com ele vai Geni Vai com ele vai Geni Você pode nos salvar Você vai nos redimir Você dá pra qualquer um Bendita Geni Foram tantos os pedidos Tão sinceros tão sentidos Que ela dominou seu asco Nessa noite lancinante Entregou-se a tal amante Como quem dá-se ao carrasco Ele fez tanta sujeira Lambuzou-se a noite inteira Até ficar saciado amanhecia Partiu numa nuvem fria Com seu zepelim prateado Num suspiro aliviado Ela se virou de lado E tentou até sorrir Mas logo raiou o dia > a cidade em cantoria N deixou ela dormir Joga pedra na Geni Joga bosta na Geni Ela é feita pra apanhar Ela é boa de cuspir Ela dá pra qualquer um Maldita Geni Joga pedra na Geni Joga bosta na Geni Ela é feita pra apanhar Ela é boa de cuspir Ela dá pra qualquer um Maldita Geni

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Couverture du livre Ultra intelligence

À propos de la chanson

La chanson évoque le destin tragique de Geni, une femme au cœur pur, qui est souvent maltraitée par la société. Elle est décrite comme une figure de compassion, entourée de ceux qui souffrent, mais également comme une proie des jugements injustes. Malgré toutes les humiliations qu'elle subit, Geni est sollicitée lorsqu'un homme puissant arrive, prêt à agir pour sauver la ville, ce qui la met dans une position délicate face à ses propres désirs et aux attentes des autres. Le contexte est celui d'une critique sociale, où Geni symbolise la vulnérabilité des femmes et le double standard moral de la société. Sa beauté et sa bonté sont reconnues, mais ce sont justement ces qualités qui la conduisent à se sacrifier pour les autres, soulignant ainsi le paradoxe de sa situation. Au final, Geni reste la victime d'un monde qui la méprise et la glorifie à la fois.