Sou Ana do dique e das docas Da compra da venda da troca das pernas Dos braços das bocas do lixo dos bichos das fichas Sou Ana das loucas Até amanhã Sou Ana da cama Da cana fulana sacana Sou Ana de Amsterdam Eu cruzei um oceano Na esperança de casar Fiz mil bocas pra Solano Fui beijada por Gaspar Sou Ana de cabo a tenente Sou Ana de toda patente das Índias Sou Ana do Oriente Ocidente acidente gelada Sou Ana obrigada Até amanhã sou Ana Do cabo do raso do rabo dos ratos Sou Ana de Amsterdam Arrisquei muita braçada Na esperança de outro mar Hoje sou carta marcada Hoje sou jogo de azar Sou Ana de vinte minutos Sou Ana da brasa dos brutos na coxa Que apaga charutos Sou Ana dos dentes rangendo E dos olhos enxutos Até amanhã sou Ana Das marcas das macas das vacas das pratas Sou Ana de Amsterdam

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Couverture du livre Ultra intelligence

À propos de la chanson

La chanson évoque la figure d'Ana, qui incarne diverses facettes de la vie, tantôt ludique, tantôt tragique. Ana traverse des expériences multiples, illustrant des rencontres, des espoirs et des désillusions dans un univers où la vie est marquée par la lutte et le hasard. Elle parle de son parcours, de ses amours passées et des rêves qu’elle a pu nourrir, tout en reconnaissant qu’elle est devenue le reflet de ces épreuves. Le contexte semble s’ancrer dans une réalité urbaine, entre désirs et désenchantement, évoquant à la fois des lieux concrets comme Amsterdam et des sensations vives. L’utilisation de noms et de références suggère un voyage non seulement physique, mais aussi émotionnel, où Ana fait face aux aléas de la vie.